sexta-feira, setembro 11, 2009

CAMPEONATO GAÚCHO DE SOM AUTOMOTIVO TUNNING E REBAIXADOS


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INSCRIÇÕES NO LOCAL.

FÓRMULA 1

TA AI A BOMBA DA SEMANA MAIS UMA VEZ!
Investigação conduzida pela FIA conclui que alegações de Nelsinho Piquet de armação no GP de Cingapura do ano passado são verdadeiras.
A investigação que a FIA conduziu sobre o caso Cingapura concluiu, após a denúncia de Nelsinho Piquet, dados da telemetria e (a falta de) declarações de Pat Symonds que as acusações do brasileiro referente ao acidente deliberado são, "em larga parte, verdadeiras".O dossiê detalha datas e dados, legenda telemetria e indica esboços de respostas de Symonds que acabam representando uma confissão indireta do plano que armou uma batida de Nelsinho na volta 14 daquela corrida para beneficiar Fernando Alonso, que acabou como vencedor.Piquet foi convocado para ir à sede da FIA em Paris para prestar depoimento sobre o episódio cingapuriano quatro dias depois de seu pai, Nelsão, avisar Max Mosley do ocorrido. Nelsinho esclarece que participou de uma reunião com Flavio Briatore e Symonds em que ficou acordado o acidente proposital entre as voltas 13 e 14, fato que se daria depois da parada de Alonso nos pits para troca de pneus e reabastecimento.Além do já divulgado dias atrás, Nelsinho explicou que, para perder o controle de seu carro na saída da curva 17, tocou o acelerador antes do previsto. Quando estava rodando, instintivamente tirou o pé do pedal e depois voltou a pressioná-lo, "quase 100%", até haver o choque no muro de concreto. "Os dados de telemetria mostram claramente isso", afirmou Piquet.
De posse da acusação de Piquet, investigadores da agência especializada Quest, os comissários do GP da Bélgica — Lars Osterlind e Vassilis Despotopoulos, ambos membros do Conselho Mundial da FIA, e Yves Bacquelaine —, Herbie Blash, observador da FIA, deram início às investigações, entrevistando membros da Renault e Alonso, e a posteriori chamaram Symonds. Posto na parede em 27 de agosto em Spa-Francorchamps, o diretor da Renault foi questionado sobre a reunião e o que foi dito nela, a batida na volta 14 e o encontro com Piquet para definir o lugar específico do ato. Para nenhuma destas perguntas houve uma negativa, algo que seria comum se não houvesse participação no plano. Blash ainda comentou que a "falta de vontade" em colaborar poderia significar uma confissão, e Symonds rebateu que "esperava isso". No dia seguinte, Pat foi novamente convocado, e pouco acrescentou — após ter conversado com Briatore, que havia chegado à pista belga.
Eis o diálogo de Blash com Symonds:
Comissário da FIA: (Com relação à reunião de Cingapura envolvendo Flavio Briatore, Pat Symonds e Nelsinho Piquet) Em suas próprias palavras, Symonds, você se lembra do que foi dito a Nelsinho Piquet naquela reunião? Isto é, pouco antes da corrida. Symonds: Eu realmente não me lembro.
Comissário da FIA: Você não se lembra? Symonds: Não.
Comissário da FIA: Nelsinho Piquet afirmou que você pediu para que ele causasse uma falha deliberada. Isso é verdade? Symonds: Nelson tinha falado comigo no dia anterior e sugeriu isso. É isso o que gostaria de dizer.
Comissário da FIA: Symonds, você estava ciente de que haveria um acidente na volta 14? Symonds: Eu não quero responder a essa pergunta.
Comissário da FIA: Há apenas uma coisa que eu quero perguntar e vou colocá-la de uma forma que você possa pensar a respeito, pelo menos. Piquet diz ter tido uma primeira reunião com você e Flavio Briatore. Depois, você encontrou com ele individualmente com o mapa do circuito. Você se lembra disso? Symonds: Eu não vou responder. Prefiro não responder a isso. Não me lembro, mas parece que a conversa de Nelson foi sobre mais do que isso.
Comissário da FIA: Piquet também diz que, nessa reunião, você apontou um lugar específico do circuito onde ele deveria bater e disse que o local era o mais afastado de qualquer um dos equipamentos de segurança ou de elevação e onde existia a chance mais provável do carro de segurança ser acionado.Symonds: Eu não... Não quero responder a essa pergunta.
Comissário da FIA: Porque, só para ficar bem claro aqui, que Nelson Piquet Jr. disse que, nessa reunião, foi você que pediu para que o acidente acontecesse de forma deliberada. Symonds: Eu não posso te responder.
Comissário da FIA: Se eu pudesse dizer que, Symonds, você foi colocado na posição de pedir que Piquet causasse o acidente, seria muito melhor. Seria muito melhor para você a longo prazo.Symonds: Compreendo perfeitamente isso.
Comissário da FIA: Sim. Symonds: Eu não tenho intenção de mentir para você. Não menti para você, mas eu tenho de preservar, ao menos um pouco, a minha posição.
Comissário da FIA: E você está ciente de que os comissários podem tirar conclusões a partir de sua falta de disposição para auxiliá-los em relação ao que se passou nessa reunião? Symonds: Eu gostaria de esperar. Gostaria de esperar, absolutamente.
Comissário da FIA: Eu acho que não tenho dúvidas. Symonds também foi questionado sobre a impressão do incidente, via telemetria, tanto do carro de Alonso quanto do de Piquet. As cópias foram mostradas a ele.
Comissário da FIA: Eu acho que você já sabe o que vou lhe perguntar aqui. Symonds: Eu acho que sim.
Comissário da FIA: Há um giro mais significante gravado aqui. Você vai ver que foi marcado pelo departamento técnico da FIA como um rápido aumento de aplicação do pedal do acelerador .Symonds: Hum.
Comissário da FIA: Não, está no acelerador. Há uma ligeira liberação do acelerador quando as rodas começam a girar, mas quando estão mais elevadas, parece haver uma reaplicação do acelerador em quase 100%.Symonds: Sim.
Comissário da FIA: Vou dizer para você, Symonds, que isso é uma parte muito incomum da telemetria e que sugere que este pode ter sido um acidente proposital.Symonds: Concordo que é incomum.
Comissário da FIA: Você diria que foi uma batida deliberada?Symonds: Não tenho certeza de que eu já vi uma colisão deliberada, por isso eu ... Os dados são muito incomuns.Comissário da FIA: É contra-intuitivo para um piloto colocar o pé no acelerador por completo quando ele está rodando, não, Symonds?Symonds: É. Sim, quando ele está rodando, é contra-intuitivo.
Briatore, então, foi o alvo. Negou tudo. Disse que ficou sabendo por um membro de sua empresa de gerenciamento de pilotos sobre a acusação da armação e que foi, tal como já dito, vítima de extorsão da família Piquet e que levaria o caso à justiça se este viesse à tona.Foi o que fez.Só depois das entrevistas feitas que a FIA e a Quest tiveram acesso aos dados da Renault, em disco, e à transmissão de rádio. As informações da equipe apontavam as estratégias de corrida, que davam a Alonso a chance de parar duas ou três vezes. Em ambas, o espanhol largaria com uma quantidade de gasolina parca, de 63 kg, que o faria ir aos pits na volta 14. Para Nelsinho, a tática seria de duas paradas, com combustível considerado normal, nas voltas 28 e 44.Symonds acabou, então, mudando o estratagema de Alonso durante a corrida, fazendo-o parar duas voltas antes do previsto.As gravações de rádio mostram um Symonds nervoso por Alonso estar perdendo tempo sem conseguir superar um rival. "Enquanto estivermos atrás de (Kazuki) Nakajima, estamos fodidos", bravejou. Um engenheiro concordou, dizendo que "sim, vai foder nossa estratégia de três paradas completamente".Symonds surpreendeu o engenheiro — e daí imaginar que ninguém mais na Renault sabia da conspiração — com a informação de que não seriam mais três paradas. O funcionário lembrou que, pelo desenrolar da corrida de Alonso, a ida ao pit poderia acontecer na volta 15 ou 16. Respondeu Symonds: "Não se preocupe com o combustível porque eu vou tirá-lo desse tráfego mais cedo."Enquanto Symonds "lamentava" Alonso não passar Nakajima, o dirigente reclamava um suposto problema nos computadores. O japonês da Williams, então, passou Jarno Trulli. No giro seguinte, o espanhol fez o mesmo, mas permitiu que Kazuki abrisse 4s de vantagem.Concomitante a isso, Piquet perguntava em que volta estava. Era a 8. A um engenheiro, que pensava que a dúvida de Nelsinho se dava por conta do consumo de gasolina, Symonds falou que "só fala para ele que está... está para completar... completar a volta 8". O brasileiro explicou que não conseguia ver a placa dos boxes.Apesar de começar a andar quase 1s5 mais rápido que Nakajima, Alonso avisou que estava com problemas de aderência em seus pneus. Apareceu na história Briatore, que disse: "Não tem como passar Nakajima com esses pneus".Aí Symonds "mudou" a estratégia. Apontou que Alonso pararia na 12, "porque parece que vai dar certo". Um engenheiro perguntou a Pat "se não era um pouco cedo", e Symonds "teimou". Briatore concordou com um "não temos nada a perder". Alonso, então, fez sua parada."Certo, vamos nos concentrar em Nelson", comentou Symonds. Piquet estava atrás de Rubens Barrichello e, apesar da pressão, não o superava. "Fala para ele pisar fundo", pediu Briatore. Symonds começou a observar o tempo de volta de Nelsinho. Trinta segundos depois, o brasileiro abria a 14.Symonds pediu ao engenheiro de Piquet que "você tem que forçá-lo muito agora. Se ele não conseguir passar Barrichello, ele... ele não vai a lugar nenhum. Ele tem que passar Barrichello nesta volta". Segundos depois, veio a batida.Briatore reagiu com uma série de palavrões, um "foda, ele não é piloto". Mesmo assim, manteve seu "não-piloto" para a temporada 2009, com uma redução salarial, de US$ 1,5 milhão para US$ 1 milhão, e um contrato com base numa cláusula de performance.Depois de analisar a telemetria e os depoimentos, os comissários do GP da Bélgica decidiram enviar a questão ao Conselho Mundial. Eles não puderam questionar Piquet sobre as alegações de Symonds de que foi o piloto quem levantou a possibilidade de uma batida intencional, mas consideraram que a admissão de Symonds de que houve a discussão da possibilidade é um "suporte substancial" da alegação de Piquet de que a batida foi deliberada.Segundo os comissários, a soma de vários fatores levaram a "concluir que as alegações de Piquet são, em sua maior parte, verdadeiras." Estas questões foram a confissão de Symonds de que conversou com Piquet, sua recusa em responder nos dias 27 e 28 o que foi discutido quando ele, Piquet e Briatore se encontraram antes da corrida, e, por último, sua recusa em negar que indicou onde e em que volta Piquet deveria bater.O relatório destaca que os comissários não consideraram somente a telemetria para ter uma evidência conclusiva de que Nelsinho se acidentou intencionalmente, mas usaram a confissão como base para saber como ele causou a batida.Pouco depois, o relatório reitera que foram as alegações de Piquet e as respostas e recusas de Symonds em responder o que conduziu os representantes da FIA àquela conclusão. "Parece indicar aos comissários que poder ter havido alguma conversa na presença de Briatore sobre a possibilidade de causar uma batida deliberada", diz o texto. Apesar disso, não se declararam prontos "para tirar qualquer conclusão definitiva em relação ao conhecimento ou envolvimento de Briatore".Ainda assim, o documento declara que "a reação de Briatore quando ouviu dos comissários que seu diretor de engenharia havia admitido que discutiu um acidente proposital com Piquet não pareceu ser de susto ou raiva" e que a carta de Flavio a Nelson Piquet é uma "estranha reação à tal séria alegação" de extorsão por parte do tricampeão para a manutenção do filho na equipe.O texto levanta suspeitas sobre a veracidade da acusação de Flavio."A resposta mais lógica vinda de uma posição de inocência poderia ter sido a abertura de uma investigação interna ou relatar as alegações à FIA, tomando todas as providências necessárias para confirmar que elas eram infundadas, acabando, deste modo, com a suposta ameaça de extorsão."O relatório da FIA é finalizado com a confirmação de que "existe uma evidência que, no geral, sugere que a batida de Piquet foi deliberada e fazia parte de um plano destinado a assegurar um benefício para a equipe, em que pelo menos um membro da cúpula da Renault foi cúmplice."

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quinta-feira, setembro 10, 2009

FÓRMULA 1

APESAR DA GARANTIA DA FIA DE QUE NÃO SERÁ PUNIDO, AO DELATAR A ARMAÇÃO DA RENAULT, NELSINHO ESTA EM UMA SITUAÇÃO MUITO DIFÍCIL, ATÉ OS PRÓPRIOS PILOTOS ESTÃO COM UM PÉ ATRÁZ EM RELAÇÃO AO CARÁTER DO BRASILEIRO.
"Se alguém tiver a capacidade de fazer isso, é porque não merece estar no esporte. Essa é a minha visão", afirmou nesta quinta-feira (10) em entrevista aos jornalistas brasileiros em Monza, Rubens Barrichello.
"O fato de Piquet ter causado propositalmente o acidente na prova noturna de 2008, com o objetivo de beneficiar o companheiro de equipe Fernando Alonso, é algo "chocante. Se foi intencional, então isso é uma surpresa para mim, sim. É algo muito chocante. É impressionante e de uma forma negativa", Disse Nico Rosberg.

VEJA NA ÍNTEGRA A TRADUÇÃO DO DEPOIMENTO DE NELSINHO A FIA:

Eu, Nelson Angelo Piquet, nascido em 25 de julho de 1985, em Heidelberg, Alemanha ... digo o seguinte:
1. Salvo o que for dito de outra maneira, os fatos e declarações contidos neste depoimento são baseados em fatos e assuntos de meu conhecimento. Acredito que tais fatos e declarações contidos neste depoimento são verdadeiros e corretos. Onde quaisquer fatos e depoimentos não forem do meu inteiro conhecimento, são verdadeiros conforme meu conhecimento e lembrança e, se apropriado, eu indico a fonte do meu conhecimento e lembrança.
2. Faço este depoimento voluntariamente para a FIA e com a finalidade de permitir à FIA que exerça as suas funções de supervisão e de regulamentação no que diz respeito ao Mundial de F1. 3. Estou ciente de que existe um dever a todos os participantes do Mundial de F1 e a todos os portadores da superlicença para garantir a justiça e a legitimidade do campeonato e estou ciente de que graves consequências podem ocorrer se eu der à FIA qualquer declaração falsa ou enganosa.
4. Eu tenho ciência de que o meu depoimento completo foi gravado em uma fita de áudio e que uma transcrição completa da minha gravação de áudio será disponibilizada para mim e para a FIA. O presente documento constitui um resumo dos principais pontos feitos durante a minha declaração oral.
5. Gostaria de trazer os seguintes fatos ao conhecimento da FIA.
6. Durante o GP de Cingapura de F1, organizado em 28 de setembro de 2008 e válido pelo Campeonato Mundial do mesmo ano, fui orientado por Flavio Briatore, meu empresário e chefe de equipe da Renault, e por Pat Symonds, diretor-técnico da Renault, a deliberadamente bater meu carro para influenciar de forma positiva o desempenho da equipe no evento em questão. Concordei com a proposta e causei um acidente ao bater com meu carro no muro durante a 13ª/14ª volta da prova.
7. A proposta de causar deliberadamente um acidente foi feita a mim pouco antes da corrida, quando fui chamado por Briatore e Symonds ao escritório de Briatore. Symonds, na presença de Briatore, me perguntou se eu estaria disposto a sacrificar minha corrida pela equipe "causando um safety-car". Todos os pilotos de F1 sabem que o safety-car é liberado quando há um acidente que bloqueie a pista, seja por destroços de uma batida ou por um carro parado, assim como quando há dificuldade de remover um carro danificado, como foi o caso.
8. Na época em que aconteceu a conversa, eu estava em um estado emocional muito frágil. Isso foi causado pelo intenso estresse provocado pela recusa de Briatore em me informar se meu contrato de piloto seria ou não renovado para a próxima temporada (2009), como costumeiramente é o caso no meio do ano (entre julho e agosto). Ao invés disso, Briatore repetidamente me pediu para assinar uma "opção", que significava que eu não poderia negociar com nenhuma outra equipe neste período. Ele seguidamente me pressionava a prolongar a opção que eu havia assinado, e regularmente me chamava ao seu escritório para falar sobre essas renovações, até mesmo em dias de corrida — em um momento que deveria ser de concentração e relaxamento antes da prova. Este estresse era acentuado pelo fato de que eu havia me classificado na 16ª posição no grid para o GP de Cingapura, então estava muito inseguro com relação ao meu futuro na Renault. Quando fui pedido para bater meu carro e causar um safety-car para ajudar o time, aceitei, pois esperava que isso fosse melhorar minha posição na equipe neste período crítico da temporada. Em nenhum momento ninguém me disse que, por concordar em causar um incidente, teria garantido a renovação do meu contrato ou qualquer outra vantagem. Entretanto, no contexto, pensei que isso me ajudaria a alcançar este objetivo. Por isso, concordei em provocar o incidente.
9. Depois do encontro com Symonds e com Briatore, Symonds me levou a um canto tranquilo e, usando um mapa, me indicou exatamente a curva em que eu deveria bater. Esta curva foi escolhida por causa do local específico da pista, que não tinha guindastes para suspender e levar rapidamente um carro danificado para fora, nem qualquer abertura na pista, o que permitiria a um fiscal retirar rapidamente o carro. Portanto, considerou-se que um acidente naquele lugar específico quase com certeza causaria uma obstrução da pista, o que resultaria na entrada do safety-car para permitir a liberação dela e garantir a continuação em segurança da corrida.
10. Symonds também me disse exatamente em que volta eu deveria causar o incidente, de modo que uma estratégia pudesse ser implantada para que o meu companheiro, Fernando Alonso, pudesse reabastecer nos boxes pouco antes da entrada do safety-car, o que ele de fato fez na volta 12. A chave para essa tática residia na quase certeza de que o safety-car entraria na pista nas voltas 13 ou 14, permitindo ao time fazer Alonso largar com uma estratégia de combustível agressiva, usando um carro leve com gasolina suficiente para parar na volta 12, mas não mais do que isso. Isso permitiria a Alonso ultrapassar tantos carros (mais pesados) fosse possível, sabendo que, depois, aqueles carros teriam dificuldades de alcançá-lo pela posterior entrada do safety-car. Esta estratégia foi bem-sucedida, e Alonso venceu o GP de Cingapura de F1 em 2008.
11. Durante estas discussões, não foi feita nenhuma menção em relação às implicações de segurança dessa tática, seja para mim, para o público ou para os outros pilotos. O único comentário feito neste contexto foi de Pat Symonds, que me alertou para "ter cuidado", o que eu interpretei como não me contundir.
12. Eu causei intencionalmente a batida, deixando perder o controle do carro pouco antes da curva pertinente. A fim de me certificar de que eu causaria o incidente durante a volta certa, eu perguntei à equipe por diversas vezes o número da volta em que estávamos, o que normalmente não faço. Nem eu, nem ninguém se lesionou no acidente.
13. Após as discussões com Briatore e com Symonds, descritas acima, a "estratégia do acidente" nunca mais foi discutida novamente com qualquer um deles. Briatore disse discretamente "obrigado" após o final da corrida, sem mencionar mais nada. Não sei se alguém tinha conhecimento desta estratégia no início da prova.
14. Depois da corrida, eu informei a Felipe Vargas, um amigo da família e conselheiro, o fato de que o incidente havia sido deliberado. Vargas ainda informou ao meu pai, Nelson Piquet, algum tempo depois.
15. Após a prova, vários jornalistas fizeram perguntas sobre o acidente e me perguntaram se eu tinha feito de propósito, pois acharam o incidente "suspeito".
16. Na minha própria equipe, o engenheiro do meu carro questionou a natureza do incidente, pois considerou incomum, mas eu respondi que tinha perdido o controle do carro. Eu acredito que um engenheiro inteligente notaria pela telemetria do carro que o acidente foi proposital, porque continuei acelerando, enquanto que a reação "normal" seria a de usar o máximo de freio possível.
A afirmação foi feita na sede da FIA, em Paris, no dia 30 de julho de 2009, na presença de Alan Donnelly (presidente dos comissários da FIA), Martin Smith e de Jacob Marsh (ambos da empresa de investigações Quest, contratada pela FIA para ajudar na investigação).
Fonte (GP)

FÓRMULA 1

E O CIRCO PEGA FOGO!

Em depoimento a FIA Nelsinho confirma a ordem para que batesse o carro em Cingapura.

O depoimento dado por Nelsinho Piquet em 30 de julho aponta que Pat Symonds, ao lado de Flavio Briatore, pediu ao piloto que batesse deliberadamente para que ajudasse a equipe a vencer GP de Cingapura com Fernando Alonso.
O resultado do GP de Cingapura foi mesmo resultado de uma armação da Renault que contou com a participação de Nelsinho Piquet. O site "F1sa" divulgou nesta quinta-feira (10) a carta de quatro páginas com o depoimento que o brasileiro deu à FIA em 30 de julho, quatro dias depois do GP da Hungria, seu último pela Renault, em que confirma o plano do chefe Flavio Briatore e do diretor Pat Symonds de "sacrificar" a corrida do brasileiro para que Fernando Alonso tivesse a oportunidade de vencer a corrida.
Em 16 parágrafos, Piquet contou que aceitou a proposta feita por Briatore e Symonds de bater deliberadamente na corrida entre as voltas 13 e 14, num determinado ponto da pista em que definitivamente houvesse a necessidade da entrada do safety-car para que Alonso, recém-saído dos boxes após uma parada para troca de pneus e reabastecimento, subisse na classificação. Nelsinho ressaltou que só aceitou a proposta da cúpula da Renault por estar em um "estado emocional muito frágil" porque não sabia se seu contrato seria renovado para 2009.
Fonte (GP)