domingo, outubro 18, 2009

FÓRMULA 1 - O ECO DO SILÊNCIO

Jenson Button conquistou o título no GP do Brasil neste domingo (18) ao terminar em quinto e ver Rubens Barrichello ser apenas oitavo. Mark Webber foi o vencedor da prova
Depois do início caótico, o inglês da Brawn adotou uma postura agressiva e terminou o GP do Brasil na quinta posição, o suficiente para garantir o título do Mundial de Pilotos de 2009 com uma etapa de antecedência — assim como o de Construtores para a sua equipe.Rubens Barrichello, que largara na pole-position, acabou perdendo duas posições na primeira troca de boxes e ainda foi ultrapassado por Lewis Hamilton a dez voltas do fim. Para completar, teve um pneu furado e precisou fazer uma parada extra, fechando a corrida em oitavo. Em meio à decisão do campeonato, a vitória ficou com Mark Webber, da Red Bull. Robert Kubica também se destacou, fechando na segunda posição com a BMW, enquanto Hamilton foi o terceiro.
A largada viu um Raikkonen impulsivo, superando Sutil, enquanto os demais mantinham suas posições. Mas logo os contratempos da primeira volta vieram, em várias cenas. O primeiro ato aconteceu na saída do S do Senna, com Heikki Kovalainen lá no fim do grid perdendo o controle do carro e rodando e com um astuto Giancarlo Fisichella desviando por fora para evitar o choque já na Curva do Sol. Já no fim da reta dos boxes, Kimi Raikkonen e seu KERS foram para cima de Mark Webber com tamanha empolgação que tocaram na traseira do australiano da Red Bull, danificando a parte dianteira esquerda da asa do finlandês e dando fim ao segundo ato.

O terceiro começou quando o quarto colocado, Sutil, e o quinto, Trulli, entraram em embate na descida do Lago. Quase lado a lado, o italiano ficou espremido, pisou na zebra, na grama e, por estar molhada, perdeu o controle do carro, que galopou. Acertou o alemão da Force India e foi parar com violência no lado interno da pista, espatifando-se no muro. O desgovernado Sutil viajou pela grama úmida da região e, ao reencontrar o asfalto, encheu a traseira de Alonso, tirando o espanhol da corrida dando entrada ao safety-car.

O quarto foi ver Kovalainen deixar os pits com a mangueira pendurada, à Massa em Cingapura em 2008, e os respingos de combustível sobrarem para Raikkonen, que vinha logo atrás em sua parada para trocar o bico do carro. Ao caírem no carro da Ferrari, uma lambareda. O safety-car entrou na volta 5, e Button, que já aparecia em nono, partiu para cima do fracote Romain Grosjean e logo jantou Kazuki Nakajima. Empacou no ótimo Kamui Kobayashi, formando uma fila com o ascendente Sebastian Vettel e mais atrás Lewis Hamilton.Aí a corrida partiu para aquele esquema esperado, com Barrichello partindo para voltas rápidas. Até que as encaixou, quatro ou cinco, mas pouco conseguiu abrir. Foram só três segundos até que parasse nos boxes na volta 21. O problema é que voltou embolado no grupo justamente de Vettel e Hamilton. Com pneus frios, tomou ultrapassagem por fora no Laranjinha.Duas voltas depois, Kubica parou e voltou na frente de Barrichello.Enquanto isso, Kobayashi se tornava a grata atenção da prova. Foi ultrapassado por Button na volta 24, no fim da reta, mas o japa da Toyota deu o xis no S do Senna. Na volta seguinte, Button efetuou a ultrapassagem, ainda que com dificuldade.Depois foi Nakajima quem se assanhou para cima do compatriota, no mesmo setor da pista. Nakajima parecia ultrapassar por dentro, mas Kobayashi esticou a frenagem da curva, emparelhou e se manteve à frente.A volta 26 viu Webber parar e voltar tranquilo em primeiro. Três giros depois, Button ia aos pits para retornar em décimo. O segundo passou a ser o fenomenal Kobayashi, que parou na 31. Aí, ao sair dos pits, Kobayashi se pôs bem à frente de Nakajima, que embutiu para ultrapassá-lo. Kobayashi, envolto no manto do heroísmo de National Kid, fechou a porta e lá ia Nakajima encontrar a roda traseira esquerda, quebrar a asa dianteira e deslizar até a curva do Lago, dando na barreira de pneus.Button, então, passou ao nono lugar e logo foi oitavo ao superar agressivamente Sébastien Buemi na freada da reta principal. Aquele resultado momentâneo, com Barrichello em quarto — atrás de Webber, Vettel (que não havia parado) e Kubica — passava a dar o título ao inglês.

Barrichello passou a não ter bom rendimento. Começou a ser acossado por Hamilton, que não chegou a tentar ultrapassá-lo efetivamente. Isso durou até a volta 42, quando Lewis voltou aos pits. Rubens passou ao segundo posto com a parada de Kubica. Mas nada mostrava que o brasileiro pudesse brigar por coisa melhor. Sua segunda ida aos boxes se deu no giro 50.Com os pneus macios, Barrichello passou a ser o mais rápido da pista. Só que não adiantava mais; a diferença para Webber e Kubica superava os 15 segundos. Para piorar sua situação, começou uma vibração na roda traseira direita que diminuiu seu ritmo. Hamilton o passou na volta 61, tirando do pódio. A Brawn averiguou que o pneu estava furado. A troca extra se fez necessária. Acabava ali, definitivamente, o sonho do brasileiro, que despencou para oitavo. Na reta, aos poucos, o público começava a deixar as arquibancadas.Por fim, as paradas nos boxes nos demais, e mais uma aparição de Kobayashi, desta vez superando Fisichella. Pena que o japonês, após tudo que fez, terminou em nono. Webber cruzou sem sustos em primeiro, garantido sua segunda vitória na temporada. Kubica e Hamilton foram ao pódio. Button, o quinto, entoou via rádio "We Are The Champions". Agora, resta a Barrichello lutar pelo vice. Que já perdeu momentaneamente. Vettel, com o quarto lugar, tomou o segundo lugar na classificação geral, 74 a 72. E a tarde de domingo em Interlagos terminou totalmente diferente do dia anterior. Seca e com o eco do silêncio.
Grid final:

1 Mark Webber-Red Bull Renault
2 Robert Kubica-BMW Sauber
3 Lewis Hamilton-McLaren Mercedes
4 Sebastian Vettel-Red Bull Renault
5 Jenson Button-Brawn Mercedes
6 Kimi Raikkonen-Ferrari
7 Sébastien Buemi-Toro Rosso Ferrari
8 Rubens Barrichello-Brawn Mercedes
9 Heikki Kovalainen McLaren Mercedes
10 Kamui Kobayashi-Toyota
11 Giancarlo Fisichella-Ferrari
12 Vitantonio Liuzzi-Force India Mercedes
13 Romain Grosjean-Renault
14 Jaime Alguersuari-Toro Rosso Ferrari

FÓRMULA 1 - A QUE PONTO CHEGA A FRIEZA HUMANA!

BERNIE DIZ QUE MORTE DE SENNA "FOI BOA PARA A F1"

Fim de semana de GP do Brasil sempre traz lembranças daquele que, sem dúvida, foi o maior ídolo do automobilismo nacional, e a morte de Ayrton Senna acaba virando pauta nas conversas de paddock. Contudo, o assunto foi motivo de polêmica neste domingo (18) graças a uma declaração de Bernie Ecclestone ao jornal "Folha de S. Paulo". Perguntado sobre o impacto da morte do brasileiro na F1, o presidente da FOM (Formula One Management) disse que, de um modo geral, a fatalidade foi boa para a categoria em termos de marketing.
"Foi uma infelicidade. Mas a publicidade gerada foi tanta... foi boa para a F1", afirmou Bernie. "É uma pena que tenhamos perdido o Ayrton para isso acontecer. Ele era popular, mas muita gente que não o conhecia soube da F1 por conta da publicidade gerada por sua morte", justificou.

A repercussão da entrevista, porém, foi tão grande que Ecclestone tratou de desmentir as próprias palavras quase que imediatamente. Em entrevista à rádio "Bandeirantes", o chefe-executivo da F1 voltou atrás, garantindo que a reportagem era mentirosa.

Fonte (GP)

sábado, outubro 17, 2009

FÓRMULA 1 - EU SOU BRASILEIRO!!

Sim, eu sou Brasileiro!
E num sábado(17) chuvoso e indefinível, cheio de tensão... não consegui conter as lágrimas quando aquelas últimas e agoniantes voltas de classificação do GP Brasil no circuito de Interlagos em fim cessaram.
Me desculpem as pessoas, os "falsos brasileiros" que criticam 'Ele' (Barrichello), há dezesseis anos. Pessoas estas, que não tem noção do que é se sentar dentro de um bólido daqueles e andar a mais de 300 km/h e tão rapidamente assim tomar decisões a cada curva.
Mas ele é acima de tudo um brasileiro, e dentro daquele cock-pit transborda este sentimento patriótico capaz de se sobrepor até mesmo ao clima.
Dezesseis anos de uma carreira cheia de emoções e frustrações, mas talvez desta vez os deuses se revelem bons brasileiros.
O primeiro passo foi dado hoje(17) debaixo de muita chuva, Rubinho deu um show no agoniante e interminável treino de classificação; foram quase 3 horas de tensão até sermos agraciados com o êxtase da vitória.
Depois de 15 anos de saudades do nosso eterno campeão e professor Ayrton, daquelas manhãs de domingo de alegria e emoção, os deuses conspiraram e juntamente com o imprevisto ocorrido com Massa, nos propiciam uma esperança repentina nas mãos de um brasileiro, pouco creditado por seus súditos, mas brasileiro de coração. Parabéns e boa sorte Rubens Barrichello.

quinta-feira, outubro 15, 2009

DICAS DE TRÂNSITO

NÃO SE ESQUEÇAM!!

UM LEMBRETE DO GTA.



FÓRMULA 1 - A DESPEDIDA CONTURBADA DE MOSLEY


MAX MOSLEY SE DESPEDE EM CARTA DIVULGADA A IMPRENSA FAZENDO UM BALANÇO DE SEUS QUINZE ANOS NO COMANDO DA FIA, DESEJA BOA SORTE A SEU SUBSTITUTO E JÁ SE INDISPÕE COM VATANEN, O CANDIDATO DA OPOSIÇÃO.
Decidido a se afastar do automobilismo, Max Mosley vê se aproximar a data de sua aposentadoria: no dia 23 de outubro, as entidades do esporte vão decidir quem será seu sucessor, Jean Todt — a quem o atual presidente da FIA apóia — e Ari Vatanen. Em carta publicada nesta quinta-feira (13), endereçada às entidades subordinadas à entidade máxima, Mosley enumera o que considera acertos de sua gestão e as dificuldades que o próximo dirigente terá de enfrentar.Max, de 69 anos, acredita que o primeiro grande desafio de seus mandatos foi estabelecer critérios mais rígidos para a segurança: em 1994, antes de completar um ano na presidência da FIA, morreram Roland Ratzenberger e Ayrton Senna no mesmo fim de semana de GP de San Marino. "O resultado foram melhores proteções para cabeça e pescoço, o Hans, os capacetes, os cabos que seguram as rodas, o sistema de célula de sobrevivência e muitas outras inovações, e todas elas contribuíram para uma enorme melhora na segurança", disse. "Sem este progresso, as fortes batidas durante o recente GP do Japão, em Suzuka, poderiam facilmente levar a outro fim de semana trágico como Ímola", emendou.
"Sempre me preocupei, entretanto, em tentar assegurar que as melhoras na pista fossem relevantes para as ruas. Na nossa reação pós-Ímola, ficamos cientes de que os crash-tests de veículos de rua não eram atualizados desde 1974 e lançamos uma grande campanha para mudar isso. Tivemos sucesso em forçar uma mudança de lei na Europa, para desenvolver novos testes de impacto frontal e lateral", falou Max.Mosley afirmou que trouxe progressos à F1, apesar dos obstáculos. "A F1 é sempre controversa. É difícil manter os custos de um esporte de alta tecnologia sob controle e, ao mesmo tempo, preservar a função reguladora da FIA, mantendo o crescimento do interesse no campeonato. Apesar das inevitáveis controvérsias, isso foi alcançado.""Ser presidente da FIA é desafiador. As decisões que têm de ser tomadas nunca são fáceis. Um esporte tão competitivo e comercialmente significante como o nosso precisa ter uma abordagem robusta de governo, que não fuja de tomar decisões impopulares e aceite que, como presidente, levará a culpa por decisões impopulares, mesmo aquelas tomadas por razões puramente jurídicas", continuou.

O dirigente declarou que muitas de suas ideias foram contestadas no início, mas se mostraram certas ao longo do tempo. "Frequentemente, porém, decisões altamente impopulares provaram estar corretas a longo prazo. Na F1, os exemplos são a eliminação dos carros de classificação, a imposição de uso de apenas um motor por todo o fim de semana e o congelamento dos motores. No momento, aquelas mudanças provocaram reações furiosas de muitas equipes. Hoje, nenhuma quer voltar aos velhos tempos, embora algumas tenham acabado as atividades por conta das mudanças. Há infinitos exemplos em todos os níveis do esporte." Já no fim da carta, Max admitiu que os problemas se intensificaram em tempos recentes. "Nos últimos um ou dois anos, o nível de controvérsia sobre a FIA e minha função como presidente atingiram novas alturas. Em particular, tivemos de lidar com o roubo por parte de uma equipe de F1 da propriedade intelectual da sua principal rival. Mais recentemente, tivemos uma conspiração extraordinária para bater um carro deliberadamente durante uma corrida. Novamente, houve polêmica, mas, desta vez, a montadora tomou medidas e a verdade foi rapidamente estabelecida."Desejando ao seu sucessor "o melhor para o futuro", declarou que opinará sobre questões da entidade desde que consultado. "Chegou a minha hora de recuar e aproveitar uma vida mais tranquila", disse.

PORÉM A VIDA TRANQUILA AINDA NÃO COMEÇOU.

EM REUNIÃO COM ARI VATANEN, CANDIDATO DA OPOSIÇÃO, MOSLEY JÁ DEIXOU CLARO QUEM MANDA E, DIGAMOS ASSIM, QUEM VAI MANDAR NO FUTURO DA FIA.

Durou pouco, muito pouco, a reunião que colocou frente à frente Max Mosley e Ari Vatanen nesta semana. De acordo com o jornal "The Guardian" desta quinta-feira (15), o finlandês, candidato de oposição ao cargo de presidente da FIA, foi expulso da sala pelo atual mandatário depois de apenas três minutos após tentar falar sobre a transparência nas eleições que acontecem no final de outubro. Vatanen concorre ao posto com Jean Todt, candidato de Mosley. Segundo as informações do diário, Mosley encerrou o encontro assim que o campeão mundial de rali de 1981 e ex-parlamentar da União Europeia levantou questões a respeito de rumores sobre como acontecerá a eleição do próximo dia 23 — Vatanen disse ter sabido que os eleitores vão receber as cédulas de votação em envelopes nomeados, ao invés de distribuídos de maneira aleatória entre todos.No momento em que Mosley ouviu as críticas, disse a Vatanen para que saísse da reunião. "Não vou discutir isso com você", declarou o presidente, segundo o "Guardian".