O FIM DO CALVÁRIO DE BRUNO SENNA SE ENCERRA COM O FIM DA TEMPORADA 2010. APÓS A ÚLTIMA PROVA JÁ SERÁ ANUNCIADO A MUDANÇA DO PILOTO PARA A LOTUS, EQUIPE A QUAL SEU TIO O SAUDOSO AYRTON DEFENDEU NOS ANOS 80. TENDO COMO PRINCIPAL PATROCÍNIO DA EMBRATEL EX- ESTATAL BRASILEIRA QUE FOI COMPRADA PELA MEXICANA TELMEX QUE INVESTE ALTO NO PATROCÍNIO AUTOMOBILÍSTICO, BRUNO TERÁ NAS MÃOS UM NOVO CARRO E NOVAS CHANCES DE FAZER HISTÓRIA COMO O TIO.
Bruno está longe de ser um Ayrton, claro, mas uma certa nostalgia virá à tona quando ele se sentar pela primeira vez no carro da nova Lotus, agora sob gestão de um empresário malaio, Tony Fernandes, dono de companhia aérea. A equipe 'reestreou' na categoria neste ano, 16 temporadas depois de sua última participação no Mundial. No final de 1994, depois de uma vertiginosa decadência técnica e financeira, a Lotus fundada por Colin Chapman fechou suas portas na F1 e foi reaparecer no fim de 2009, quando a FIA elegeu as equipes que seriam admitidas a partir da temporada seguinte para engordar o grid. Entre elas estava o grupo de Fernandes, que adquiriu os direitos de uso da marca Lotus para disputar o campeonato.O time não é lá grande coisa, mas firmou-se como o melhor entre as nanicas de 2010. Tem pretensões e alguma estrutura, tanto que fechou um acordo técnico com a Red Bull e terá em 2011 os mesmos motores franceses que empurram os carros de Webber e Vettel. Já rescindiu o contrato que tinha com a Cosworth e é candidata a um lugarzinho no terceiro pelotão da categoria, ao lado de Toro Rosso, Sauber, Williams e Force India.
Bruno conseguiu seu lugar na F1 ainda em 2009 ao assinar com Adrián Campos, ex-piloto espanhol que conseguiu da FIA o direito de ocupar uma das vagas de estreantes ao lado da Lotus e da Virgin. O projeto, no entanto, empacou na falta de dinheiro. Campos teve de vender a equipe a um de seus investidores, José Carabante, que às pressas tentou reorganizar a bagunça para poder colocar dois carros na prova de abertura, no Bahrein. Sem um teste sequer.
A temporada de Senna tem sido um desastre, mas ele é o menor dos culpados, assim como os outros pilotos que guiaram para a Hispania neste ano — Karun Chandhok, Sakon Yamamoto e Christian Klien. O carro é horrível, a equipe não tem um centavo para gastar em desenvolvimento e há quem duvide de sua sobrevivência para o ano que vem. Ficar no mesmo endereço estava fora de questão para o primeiro-sobrinho, que começou a carreira tarde e, aos 27 anos, não tem muito tempo a perder se quiser chegar a algum lugar de destaque na categoria.
Sem nenhuma chance nas equipes grandes e médias, quase todas com suas duplas já confirmadas para 2011, Bruno declarou nesta semana que estava conversando com quatro times, a saber: Renault, Virgin, Williams e Lotus. A primeira, no entanto, era sonho de uma noite de verão. Kubica fica e a segunda vaga deverá permanecer com Petrov, que ajuda bastante a pagar as contas no fim do mês com a grana de patrocinadores russos que estampam seus nomes nos carros amarelos. A Virgin seria como trocar seis por meia-dúzia. A Williams terá Pastor Maldonado, com dinheiro venezuelano, e deve renovar com Barrichello em breve. Sobrou a Lotus, que tem um piloto plenamente dispensável, o desmotivado e veterano Jarno Trulli.
O lastro financeiro de Senna-sobrinho é a Embratel, ex-estatal privatizada no governo FHC e comprada em 2006 pela mexicana Telmex, do bilionário Carlos Slim. Naquele ano a empresa passou a patrocinar Bruno, que ainda corria na F3 Inglesa. A marca Embratel permanece até hoje no boné, no macacão e no carro do brasileiro. Slim é também o responsável pela entrada do mexicano Sergio Pérez na F1, com patrocínio da Telmex. O piloto vai defender a Sauber no ano que vem. O empresário esteve entre os cotados para comprar a Honda no fim de 2008, quando os japoneses decidiram deixar a categoria. Coincidência ou não, Bruno chegou a fazer um teste na equipe, na época. A Honda pretendia substituir Barrichello e ele era o nome mais forte para ocupar a vaga.
Os detalhes do contrato entre Senna e a Lotus foram definidos há menos de um mês e o anúncio oficial da mudança de equipe deve ser feito assim que terminar o Mundial.
Fonte(GP),Flávio Gomes.
O piloto da Ferrari contou com os abandonos dos pilotos da Red Bull: Mark Webber perdeu o controle do carro e bateu na 19ª volta; Sebastian Vettel viu seu motor Renault explodir no giro 46, quando liderava soberano. Com o resultado, o espanhol foi alçado ao posto de novo líder do Mundial de Pilotos com 231 pontos, superando a dupla da esquadra rubrotaurina.
Lewis Hamilton cruzou a linha de chegada de Yeongam em segundo e subiu para terceiro colocado na temporada, com 210 pontos, superando Vettel na tabela de classificação. Já Felipe Massa se recuperou do fim de semana ruim em Suzuka, fez uma corrida consistente e completou o pódio na Coreia do Sul.
Rubens Barrichello vinha em quinto, quando seus pneus mostraram grande desgaste e causaram um erro que lhe custou duas posições. À sua frente, na sexta posição, ficou Vitantonio Liuzzi, repetindo seu melhor resultado na F1. Outro que teve desempenho marcante foi Michael Schumacher, que completou em quarto.
Os que esperavam por uma corrida 100% emoção ficaram frustrados com a decisão da direção de prova em estabelecer a largada atrás do safety-car. Lewis Hamilton era um deles. No rádio, reclamou da escolha de Charlie Whiting.
Denny Hamlin se manteve com tranquilidade na ponta depois da largada seguido de Marcos Ambrose. Na volta 15 Hamlin acabou sendo superado pelo rival e junto foi ultrapassado por Greg Biffle e Ryan Newman também. Drama para Denny Hamlin, que começou a perder uma posição atrás da outra e para piorar a situação, Jimmie Johnson começou a ganhar. Na volta 40 Johnson já era o 12º e Hamlin apenas o 15º. Na volta 48 aconteceu a primeira amarela depois que Travis Kvapil furou o pneu e bateu no muro. Os pilotos foram para o pit e na saída a ordem era: Ryan Newman, Marcos Ambrose e David Reutimann.

Depois de largar de trás, por não ter classificado o carro, pois estava em Martinsville treinando para a Sprint, o piloto partiu para a prova de recuperação e venceu.